Você já ouviu falar da Medicina Hiperbárica? Este artigo pretende esclarecer algumas informações importantes sobre este ramo da Medicina responsável pelo estudo, pelas normas de prevenção e segurança e pelo tratamento de todas as patologias causadas pelos ambientes pressurizados, como também todas as situações patológicas que se beneficiam com oxigênio sob pressão.

O tratamento hiperbárico é um procedimento que, por meio de inalação de oxigênio 100% puro, em uma Câmara Hiperbárica fechada, com pressão superior à pressão atmosférica, possibilita o tratamento de diversas doenças.

O tratamento na Câmara Hiperbárica contribui para a hiperoxigenação tecidual, ou seja, o oxigênio chega diluído no tecido a todos os órgãos, ao invés de utilizar somente o caminho das hemoglobinas. Cada sessão na câmara tem duração de no máximo 120 minutos.

No artigo, Tratamento Hiperbárico – Efeitos ao Paciente, saiba como do assunto!

Origem

O ser humano sempre se sentiu atraído pelo fascínio exercido pelo mar, e na tentativa de provar novos riscos e desafiar o perigo, se aventurou na atividade de mergulho.

Ao pesquisarmos livros da história antiga, podemos observar que já por volta de 4.500, antes da era cristã, já existiam homens que se dedicavam a esta atividade com intuito de buscar alimentos, atividades comerciais através da coleta de pérolas e conchas, e também com finalidade bélica, para danificar naus inimigas.

Relatos históricos revelam que o imperador Xeres, por volta de 400 antes de Cristo, mandavam seus mergulhadores atacar e sabotar embarcações inimigas.

Com a possibilidade desses homens em se manter por um tempo mais prolongado submersos, e em profundidades cada vez maiores, começou-se a perceber algumas alterações físicas até então desconhecidas.

Coube a Aristóteles, em 300 antes de Cristo, o primeiro relato sobre a descrição da Ruptura de Membrana Timpânica em mergulhadores da época, o que hoje sabemos ser o barotrauma de ouvido médio.

Interessante, não?

Linha do tempo – Medicina Hiperbárica – Medicina Moderna

1670: Neste ano, Robert Boyle, utilizando de cobras como cobaias colocadas dentro de caixas hermeticamente fechadas e pressurizadas com bombas pneumáticas, após descompressões bruscas, constatou o aparecimento de bolhas de gás na câmara anterior dos olhos desses animais. Desse modo, foi o primeiro relato conhecido sobre os efeitos deletérios da descompressão brusca.

1841: quase 150 anos mais tarde, Lorde T. Alejandro Cochrane desenvolveu um sistema pneumático que permitiu ao engenheiro francês, Triger, em 1841, fazer a primeira descrição de toda sintomatologia da doença descompressiva, em trabalhadores de uma mina de carvão que se utilizavam dos “caixões pneumáticos” no intuito de se evitar as inundações do local de trabalho.

1878: foi neste ano que o fisiologista francês, Paul Bert, publicou sua obra “A Pressão Barométrica”, eternizada na literatura da Medicina Hiperbárica, na qual relata que os sintomas anteriormente descritos sobre a doença hiperbárica são decorrentes da formação de bolhas de nitrogênio no tecidos, após descompressão descontrolada. Descreve também o chamado Efeito Paul Bert, “que é a intoxicação do sistema nervoso central pela ação do oxigênio pressurizado”.

Fonte: GMESP