Você sabe o que são feridas? Consegue identificar feridas simples e complexas? Pensando em responder a essas perguntas, e outras mais, lançamos a nossa série sobre Feridas, onde pretendemos tratar sobre conceito, principais tratamentos, especialistas mais indicados para você procurar em caso de feridas complexas, as causas mais comuns e, principalmente, como preveni-las.

As Clínicas Epitheli são, acima de tudo, um Centro de Tratamento de Feridas e Cuidados com a Pele composta por uma equipe transdisciplinar formada por dermatologista, cirurgião vascular, cirurgião plástico, endócrino, infectologista, fisioterapeuta e estomaterapeuta, cujo atendimento ambulatorial conta com toda infraestrutura para o tratamento e recuperação do paciente.  

O que são feridas?

O termo ferida é denominado como uma solução de continuidade da pele caracterizada desde um simples arranhão até lesões mais graves, como é o caso de um Pé Diabético, Radiodermites, dentre outras. Para saber mais sobre os tipos de feridas, confira o vídeo que preparamos para você!

Conheça cada uma das principais feridas que mais tratamos nas Clínicas Epitheli:

Radiodermite

No post passado, divulgamos um vídeo sobre o conceito de feridas e quais os principais tipos. Hoje, vamos falar um pouco sobre as Radiodermites, efeito colateral da Radioterapia que pode evoluir a um estágio grave se não for devidamente tratada.

As Radiodermites possuem 4 estágios: 1) no primeiro, ocorre a vermelhidão, o ressecamento e a descamação seca. 2) No segundo, há vermelhidão e descamação úmida. 3) No terceiro, a descamação úmida acompanha queimaduras, inflamação e o engrossamento da pele. 4) Por fim, quando negligenciada, a Radiodermite evolui para uma úlcera que pode apresentar hemorragia.

Por isso é tão importante tratar a radiodermite. O avanço da condição pode prejudicar e interferir na qualidade de vida do paciente a ponto de ter que interromper o tratamento oncológico até se recuperar. A melhor alternativa para manter o tratamento é a prevenção da radiodermite através dos cuidados corretos, como a constante hidratação da pele do paciente. Para tanto, ao menor sinal de lesão da pele no paciente oncológico é fundamental recorrer ao médico, que vai orientá-lo a realizar o melhor tratamento.

Lesão por Pressão

Lesão por Pressão (LP) são muito comuns em pessoas acamadas e impossibilitadas de mudar de posição. Estima-se que a prevalência das LP entre pacientes internados possa chegar a 40%, sendo na Terapia Intensiva a maior incidência. Trata-se de uma ferida na pele causada pela interrupção da circulação sanguínea em um determinado local do corpo próximo de uma região óssea, aliada a uma pressão contínua nesta mesma região. Os pacientes acometidos sofrem alterações clínicas e danos funcionais, aumento da dor, risco de infecções graves também estão associadas, internações prolongadas e morbidade.

A melhor maneira de preveni-la é virar o paciente acamado a cada duas horas. Se o indivíduo com dificuldade de locomoção não estiver hospitalizado, é importante que os familiares se revezem para realizar o procedimento. Em casos de lesões já diagnosticadas, é necessário procurar médico especialista para tratar o paciente.

Lesão Cirúrgica

A Lesão Cirúrgica, como o próprio nome sugere, é proveniente de uma intervenção cirúrgica e cujo paciente deve receber cuidados específicos no pós-cirúrgico para evitar a infecção, o que seria sua maior complicação! Sabemos que alguns fatores contribuem para aumentar a chance de deiscências – abertura espontânea de suturas cirúrgicas – como idade avançada, doenças concomitantes como o diabetes, as neoplasias, condições nutricionais, deficiência de vitamina C, tratamento com algumas drogas (como corticoide, penicilinas, entre outros), tabagismo, cirurgias contaminadas e infectadas, pressão excessiva e contínua em área da lesão, presença de trauma e edema, esforço físico precoce, entre outros.  

Sintomas como vermelhidão, calor e inchaço no local da cirurgia; saída de secreção vermelho viva, ou purulenta; febre ou dor forte no local da cirurgia, que não melhora com os medicamentos prescritos; rompimento de algum ponto; merecem alerta e o paciente pós-cirúrgico deve procurar seu médico imediatamente.

Pé Diabético

Você já ouviu falar em Pé Diabético? Trata-se de uma ulceração complicada por infecção, originada da tríade: PND (Polineuropatia Diabética) + Deformidades + Trauma que, inclusive, pode afetar até 50% das pessoas com diabetes. A PND leva à insensibilidade e, nos estágios mais avançados, deformidades, sendo o fator causal mais importante para o “Pé Diabético” e que precede 85% das amputações. 

A má circulação – Doença Arterial Obstrutiva Crônica (DAOP), Doença Renal do Diabetes (DRD), Retinopatia Diabética (RD), condição socioeconômica baixa, morar sozinho e inacessibilidade ao sistema de saúde são fatores de risco para o desenvolvimento do “Pé Diabético”.  

Para evitá-lo, os pacientes devem manter os pés sempre limpos, lavados com água morna para evitar queimadura; a toalha deve ser macia e os pés devem sempre estar bem enxutos, sobre tudo entre os dedos para evitar frieiras; a pele precisa ser hidratada com cremes emolientes, exceto entre os dedos para evitar proliferação de fungos; as meias devem ser sem costura e o tecido deve ser algodão ou lã;  antes de cortar as unhas, o paciente precisa lavá-las e secá-las bem e, para cortar, usar um alicate apropriado ou uma tesoura de ponta arredondada. 

Os calçados ideais são os fechados, macios, confortáveis e com solados rígidos, que ofereçam firmeza. Jamais manter-se descalço, pois leves traumas podem acarretar sérios problemas a pessoas com Diabetes!

Úlceras Vasculogênicas

Úlceras Vasculogênicas, como o próprio nome sugere, são feridas de origem vascular, podendo ser arteriais, venosas e mistas e são consideradas graves. Mais comumente nas penas, essas lesões são as mais prevalentes, caracterizando-se por um processo crônico, doloroso, recorrente, com impacto negativo na qualidade de vida, na mobilidade, no estado emocional e na capacidade funcional das pessoas acometidas, exigindo atendimento multidisciplinar, com intervenções de natureza.

Seu processo de cicatrização é lento, causando dor e desconforto intenso. Essas úlceras geralmente são ocasionadas por Insuficiência Venosa Crônica, seguida da Doença Arterial, que representa de 10 a 25% de todas as úlceras e pode coexistir com a Doença Venosa.

Neoplásicas

As feridas tumorais ou neoplásicas são formadas pela infiltração das células malignas de tumor nas estruturas da pele devido a proliferação celular descontrolada, que é provocada pelo processo de oncogênese. O processo de formação das feridas neoplásicas compreende três eventos: 1)crescimento do tumor – leva ao rompimento da pele; 2) neovascularização – provimento de substratos para o crescimento tumoral; 3) invasão da membrana basal das células saudáveis – há processo de crescimento expansivo da ferida sobre a superfície acometida.

Lesões por Queimaduras

Queimaduras são feridas traumáticas causadas, na maioria das vezes, por agentes térmicos, químicos, elétricos ou radioativos que atuam nos tecidos de revestimento do corpo humano, ou seja, determinando destruição parcial ou total da pele podendo atingir camadas mais profundas, como tecido celular subcutâneo, músculos, tendões e ossos. As queimaduras são classificadas de acordo com a sua profundidade e tamanho, sendo geralmente mensuradas pelo percentual da superfície corporal acometida.

Elas podem ser classificadas a três níveis, levando-se em conta a profundidade da lesão. Feridas de grau 1 geralmente não sangram e são rosadas, como a queimadura de sol. As lesões de grau 2 geralmente atingem a derme, são úmidas e formam bolhas, como a queimadura por água fervendo. Por fim, as queimaduras grau 3 são as mais graves, onde todos os níveis da pele são atingidos, além de ossos, músculos, nervos e vasos; geralmente são úmida e necessitam de enxertos para completa cicatrização, é o caso de queimaduras por fogo quando há muito tempo de exposição.

Skin Tears

Skin tears ou lesão por fricção é um tipo de ferida traumática associada à pele frágil e delgada. Ocorre principalmente nas extremidades de idosos, por sua pele ser muito fina e ter pouca elasticidade, e é resultante de fricção ou de uma combinação de fricção e corte, levando à separação da epiderme da derme – ferida de espessura parcial – ou separando totalmente a epiderme e a derme das estruturas subjacentes – ferida de espessura total.

Os principais fatores de risco são idosos com doenças cardíacas, pulmonares e vasculares. As chances aumentam quando essas doenças apareciam associadas a demência, diminuição da acuidade visual, dificuldades de marcha ou terapia com esteróides.

Tipo de Tratamento para cada Tipo de Ferida

Existem vários tipos de feridas e, para elas, algumas possibilidades de tratamento! É justamente sobre este tema que iremos tratar neste vídeo. Desbridamentos, Oxigenoterapia Hiperbárica, Terapia de Pressão Negativa são os principais métodos de tratamento. Confira!

Causas mais comuns das feridas

Desde um tropeço, que leva a pequenas lesões nos pés e penas, até acidentes sérios de trânsito e patologias, como o Diabetes, são causas importantes e que podem levar pessoas a um quadro complexo de saúde ocasionadas por feridas – pólo suscetível para infecções, por exemplo. No vídeo hoje, tratamos as causas mais graves e que devem nos deixar em alerta!

 

Como prevenir as feridas?

Já falamos sobre o que são feridas, os principais tratamentos disponibilizados, as causas e, no vídeo de hoje, vamos tratar sobre as principais maneiras de preveni-las, pois acreditamos que esta etapa é a principal para a promoção e garantia da saúde.

Espero que esta série esteja esclarecendo dúvidas e trazendo algumas informações importante sobre este “mundo complexo das feridas!”